Após se livrar das drogas, vitoriense busca espaço no futebol de Goiás
Por Marcio Souza, especial para o Fera da Bola
A vida de um jogador é feita de altos e baixos. É raro encontrar algum boleiro famoso que não tenha passado por uma peregrinação antes de se tornar profissional. Seja nas grandes arenas ou nos campos modestos do Brasil, há sempre uma grande história carregada de superação. Dessas histórias, tiramos a de Edivan Freitas, volante de 20 anos, que defende o América de Morrinhos (GO), da segunda divisão do Campeonato Goiano.
O garoto saiu de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata pernambucana para trilhar o caminho do futebol, mas antes de aprimorar a afinidade com a bola, teve que se livrar de um caminho tortuoso e como se fosse regra, sem volta. Ainda muito jovem foi usuário de drogas, se viu no abismo e sem ânimo para continuar vivendo.
“Pensava que minha vida tinha acabado, que eu iria morrer. Muitas vezes pensei em tirar minha própria vida porque não aguentava mais lutar contra o vício”, relembra o atleta, que tentou internação em um centro de recuperação, mas a abstinência o impediu de permanecer no tratamento.
Não demorou muito para que o rapaz que escapou da morte voltar a sonhar. Através da fé, segundo ele, foi possível voltar à rotina e alimentar o sonho de ser um grande craque. “Fui a um encontro de jovens, passei três dias e tive um reencontro com Deus. Isso me libertou. Depois do encontro minha vida mudou totalmente. Voltei a treinar aos poucos em Pirituba (Distrito de Vitória) e joguei o Vitoriense Sub-20”, disse.
O reencontro com a bola seu deu através de um amigo chamado Everaldo Santos, que o levou para fazer testes em um projeto de revelar atletas em Ipojuca, cidade do Litoral pernambucano. O defensor ainda chegou a treinar no elenco do Vera Cruz, time de sua terra natal, mas não foi aproveitado. Na época, ele já estava longe dos vícios, no entanto, não estava em seu melhor rendimento.
Com a a ajuda de seu irmão, Carlos Silva, Edivan viajou para São Paulo e depois para Goiás, onde atuou por alguns clubes. Por lá, se profissionalizou no Monte Cristo, da terceira divisão e depois passou pelo Goiatuba. Segundo ele, a disciplina dos clubes ajudou a seguir firme longe dos ilícitos.
Hoje no América, dois anos após se libertar das drogas, Edivan ainda sonha em defender um clube do lugar em que nasceu. "Seria uma honra jogar num clube de minha cidade. Tenho orgulho de falar que sou de Vitória e que lá temos dois grandes times", finalizou


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